
Tumor ósseo! Devo me preocupar?
Muitos de nós já ouvimos que tal pessoa está com câncer ou tumor nos ossos e nos preocupamos como nos prevenir ou termos mais conhecimentos sobre a doença.
A impressão de todos é que a incidência do câncer de maneira geral está aumentando, e é verdade, pelo simples aumento da longevidade da população e vários outros fatores da vida moderna como por exemplo, poluição, stress e alimentação.
Mas devo me preocupar com tumores ósseos ou de partes moles?
A resposta seria sim ou não.
Não, porque a incidência de tumores ósseos tanto malignos quanto benignos são extremamente raros comparados a outros tumores, portanto a chance de termos a doença é muito pequena.
Sim, porque o diagnóstico precoce como na maioria dos cânceres aumenta a possibilidade de cura.
E a raridade é o maior empecilho do diagnóstico precoce, pois em uma consulta aquela dor pode ser confundida ou tratada como uma simples dor ortopédica. Não é culpa dos médicos, pois muitos deles durante toda sua vida profissional pode não ver um caso sequer de câncer ósseo.
Mas se é tão raro assim, como eu vou saber? Ainda mais se nem quem estuda entende?
Há alguns sinais de alerta, mas a maioria dos cânceres ósseos (sim é no plural, pois para piorar são dezenas de tipos e variações) “avisam”: com DOR!
Esta dor é progressiva e constante. Muitas vezes é uma dor que começa leve, com inchaço ou não do membro afetado, às vezes após um trauma, que vai piorando progressivamente e não melhora com medicação, é contínua sem pausas. Estas características, na verdade são de qualquer doença mas, já é um alerta para se procurar um médico.
A maior incidência é em crianças, adolescentes e idosos. Nos idosos os ossos são atacados por outros cânceres como os de próstata, mama e pulmão. São as famosas metástases, que é quando o câncer se espalha para outros órgãos, e nestes casos, os ossos muitas vezes são os órgãos (isto mesmo, osso é vivo, não é um pedaço de cálcio sem vida) mais atingidos.
Nas crianças e adolescentes são mais raros e apresentam a dor relatada acima. Crianças podem ter dores e câimbras noturnas e as famosas dores de crescimento que preocupam os pais, mas mesmo as vezes bem intensa elas passam muitas vezes com uma simples massagem, ao contrário da dor tumoral que como disse é progressiva e constante.
Além disso temos os tumores de partes moles (músculos, gorduras, fáscias, tendões, nervos) e os tumores benignos e ainda os falsos tumores (nossa agora não entendo mais nada) que abordaremos em outra ocasião.
Mas como disse, apesar dos tecidos músculos esqueléticos representarem até metade do nosso corpo a incidência é pequena, e devemos prestar atenção aos nossos sintomas e retornar sempre ao médico caso a dor não esteja resolvendo com o tratamento.