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Fratura do tornozelo: tempo de recuperação

O tornozelo é a articulação que fica entre o pé e a perna. Basicamente, ele é composto por três ossos: a tíbia, a fíbula e o tálus.

Dentre os principais movimentos realizados pelo tornozelo estão a flexão (mover o pé para baixo) e a dorsiflexão (mover o pé para cima).

A incidência das fraturas do tornozelo é de aproximadamente 187 fraturas por 100.000 pessoas por ano. E destas, 66% são unimaleolares (apenas um maléolo foi quebrado), com predominância em mulheres idosas. 

Como ocorre a fratura do tornozelo? 

Basicamente, são dois mecanismos principais:

  • Torcional: conhecido como torção, como ocorre comumente ao pisar num buraco ou ao desequilibrar de um sapato de salto alto. 
  • Compressão Axial: ocorre nas quedas de altura em que o paciente cai de pé. 

As fraturas por compressão axial são mais comuns em homens jovens (35 a 40 anos) e estão muito associadas a acidentes de trânsito e quedas de altura. Já a torção é mais frequente em mulheres mais velhas.  

Os principais sinais e sintomas de fratura no tornozelo são: dor, edema (inchaço) e deformidade do tornozelo, além de incapacidade de apoiar o peso do corpo. A presença de bolhas e a exposição óssea (fratura exposta) também podem estar presentes e necessitam de maiores cuidados.

As fraturas do tornozelo diferem entre si em termos de gravidade. Dentre os principais parâmetros estão:

  1. Fraturas expostas ou grave lesão de partes moles (pele, músculos, ligamentos, tendões etc);
  2. Presença de edema importante, de bolhas ou luxação (quando ocorre a perna “desencaixa” do pé);
  3. Lesões associadas (vascular, nervosa etc);
  4. Padrão da fratura (geralmente, devido ao mecanismo, as fraturas por compressão axial tendem a ser mais graves).

Recuperação da fratura de tornozelo

O tratamento da fratura de tornozelo pode ser de duas formas: conservador ou cirúrgico. A escolha do tipo de tratamento vai depender principalmente da gravidade.

O tratamento conservador geralmente é indicado em fraturas com pouco desvio, estáveis, fechadas, de baixa energia, isoladas e sem lesões associadas. Ele consiste basicamente no uso de imobilizações (em torno de quatro a seis semanas) e restrições de carga. O tempo de imobilização depende muito do tipo de fratura. 

Já o tratamento cirúrgico é indicado nas fraturas expostas, nas fechadas de alta energia e em muitas por compressão axial. O fixador externo é uma conduta bastante útil no tratamento inicial e, depois de melhora das condições locais, o tratamento definitivo é realizado, com uso de placas e parafusos. 

Logo após a cirurgia, o paciente já inicia a reabilitação fisioterápica. Em fraturas por compressão axial, é aconselhável a restrição completa de carga por 12 a 16 semanas, seguida por progressão para carga total. Contudo, o retorno às atividades é muito variável, podendo ocorrer em seis meses ou até mais de um ano, nos casos graves.

Já nas fraturas mais simples, o retorno geralmente é mais rápido, em torno de quatro a seis meses. Nesses casos, o paciente já consegue apoiar o membro em duas a três semanas. 

Fato é que não é possível padronizar a recuperação, o retorno às atividades normais vai depender de muitas variáveis, principalmente da gravidade da fratura.

Artigo escrito pelo Dr. Marcos Evandro Haga

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